quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Depoimentos de Leitura e Escrita

Olá a todos! Este post inicial tratará das nossas primeiras experiências com a leitura e a escrita! Espero que todos possam apreciar nossas histórias!


Relato da Professora Denise:


Bem, meu primeiro contato com a leitura, começou com os gibis da Turma da Mônica. Minha mãe, passava roupas nos finais de semana nas casas de família de alto nível social, lembro que uma das patroas dela, por ter um casal de filhos ainda pequenos, doava para minha mãe todos os sábados, sacolas cheias de histórias em quadrinhos. Então, lá em casa, rolava a maior festa entre minhas irmãs e eu por conta de tantos gibis. Até que um dia no meio desses gibis, veio um livro de conto infantil chamado “Clara luz: a fada que tinha ideias” da autora Fernanda Lopes de Almeida, foi amor à primeira vista. Depois disso passei a gostar dos livros de literatura do ensino médio, leituras para o vestibular (onde me apaixonei pelos contos da Eneida de Moraes), livros de teatro.. sempre algo direcionado. Gosto mesmo passei a ter, quando meu primeiro namorado me deu “O Mundo de Sophia” e “O dia do Curinga” do Jostein Garden, daí em diante não parei mais. Hoje, meus livros que aguardam um final de leitura são: O Gene Egoísta; O Relojoeiro Cego; A grande história da Evolução – todos do Richad Dawkins e Decifrando a Terra, ah! E  O símbolo perdido (Dan Brown)... nossa só agora percebi, com esse balanço, o tanto de livros que deixei pela metade.

Com a escrita, tirando o fato (quando era bem pequena) de um dia chegar em casa, com um sorriso de orelha-a-orelha por achar ter tirado 100 na prova (já que a minha professora esqueceu de colocar a vírgula), tudo isso por ter escrito 100 vezes “a” numa folha de sulfite rsrsrs, sempre tive mania de diários, de escrever meus pensamentos, segredos e lamentações da adolescência. Depois fui evoluindo para as agendas, que nunca perderam a essência de diário e hoje, como professora uso diários escolares (estava mesmo no meu destino rsrsrs).


Agora o relato da Professora Elisabeth:



Meu primeiro livro foi em espanhol. Fui criada pelos meus avós espanhóis e estes não falavam a língua portuguesa, portando vivenciei apenas essa linguagem. Aprendi a ler muito cedo e lembro-me muito bem do primeiro livro que li, “El rábano se ya vuelto” e todos os demais que li sempre em espanhol. Foi bastante difícil aos sete anos de idade ouvir em sala de aula outras crianças falando uma linguagem, totalmente diferente e desconhecida. Mas creio também, que esse foi o primeiro e grande desafio, entender a  fala, a forma que escreviam e liam. Desta forma, comecei a ler tudo o que via e desde então nasceu a grande saída, ler e ler cada vez mais. E após tantas leituras, a escrita começou a fluir lentamente. Posso dizer que ainda tenho algumas dificuldades, ainda penso em espanhol e quando escrevo também. Principalmente quando escrevo uma pergunta aonde o ponto de interrogação é colocado antes da frase, daí eu não ponho e esqueço de colocar no final. E aí, estou afirmando?. Apesar de ter encontrado grandes dificuldades nas primeiras séries, considero que toda essa passagem foi boa, leio, falo e escrevo o espanhol correntemente, uma rica herança deixada pelos meus avós. E o melhor de tudo isso foi o grande esforço que eles fizeram em aprender, a língua portuguesa para me dar auxílio com as tarefas escolares.

Por fim, o meu relato (Professora Érika):


Lembro-me que muito cedo aprendi a escrever meu nome. Não me recordo se foi minha mãe ou meu pai quem me ensinou, mas a “foto” daquele momento torturante nunca saiu da minha cabeça. Naquele tempo eu achava meu nome muito grande. Parecia que não tinha fim! Mas as lembranças que tenho de leitura só me vêm a partir da adolescência.

Eu estudava em colégio particular, e me recordo que todo bimestre tinha que ler um livro da coleção Vagalume. Minha mãe me incentivava muito: comprava o livro sempre com antecedência e me perguntava todos os dias se eu já tinha começado a ler. Mas eu só começava a ler nas vésperas da prova, e logo desistia. Às vezes o livro era até interessante, mas nada nesse mundo me fazia lê-lo até o final. No dia da prova chegava à escola desesperada, pedindo pra alguém me contar a estória. No fim dava tudo certo, mas o objetivo de ler nunca era alcançado. Me envergonhava pelo fato de ser a única em minha casa a não gostar muito de leitura (minha irmã, 5 anos mais nova que eu, “devorava” seus gibis e livros).

Até que um dia (eu tinha uns 15 anos) me interessei por um titulo da longa prateleira de livros da minha mãe: Aventura em Bagdá - Agatha Christie. Eu não conseguia tirar os olhos do livro. Fazia todas as minhas tarefas rapidinho pra poder voltar a lê-lo. Gostei tanto da experiência que comecei a emendar um livro no outro. Li muitos livros da coleção Agatha Christie. Quando os da minha mãe acabaram, ela foi comigo no Sebo e compramos mais. Foi assim que tomei gosto pela leitura. Percebi que adorava romances policiais.

Não consigo mais ler Agatha Christie (até porque já li quase todos), mas encontrei novos autores e títulos que me instigam muito mais!


Espero que tenham gostado de nossas experiências! Até o próximo post!

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